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Atendimento de emergência
Acidentes- fraturas e avulsões
Todo paciente exposto a um trauma deverá ser examinado a fim de verificar seu grau de consciência como também seu estado geral de saúde, procurando algum problema mais sério, e, só então, passa-se para a análise do trauma dental. 
* Deve-se acalmar a vítima, pois a perda total ou parcial de um elemento dentário não promove apenas o problema físico, mas também problemas emocionais.
* Deve-se agir com rapidez. Quanto menor o tempo dispensado desde os primeiros socorros até o encaminhamento ao cirurgião-dentista, melhores serão os resultados finais.
* Inicialmente, deve-se realizar uma limpeza do local com soro fisiológico, a fim de permitir melhor visualização, além da remoção de material contaminado (terra, areia, entre outros). Dependendo do local onde o trauma ocorreu, a limpeza inicial poderá ser realizada com água potável e sabão.
* Se houver hemorragia estanque-a pelos métodos da compressão direta ou aplicação de compressa de gelo no local.
* Se houver possibilidade de localização do dente ou fragmento localize-o.
Atendimento a infância
A promoção da saúde da criança tem início com a orientação da gestante com relação aos cuidados caseiros e introdução de hábitos saudáveis na infância.
O bebê nasce com um padrão de crescimento da face e do maxilar geneticamente (hereditário) programado.
O crescimento da face e do maxilar só é total se a criança realizar movimentos de sucção adequados. Sabemos que a utilização de chupetas e de bicos de mamadeira inadequados interferem no crescimento da face e do maxilar, levando a alterações chamadas de má - oclusão.
A cárie dentária é uma doença infecciosa transmissível.
Para que a bactéria causadora da cárie se instale na superfície dos dentes, é necessária a presença do açúcar (sacarose), uma vez instalada, essa bactéria é capaz de metabolizar diversos açucares da dieta da criança, produzindo ácidos desmineralizadores dos dentes. Bons hábitos nutricionais e higiene bucal correta podem evitar e/ou controlar a doença cárie dental.
Traumatismos nos dentes dos bebês, quando não adequadamente tratados, podem levar a graves alterações na dentição permanente.
O acompanhamento odontológico do bebê, antes mesmo da erupção dos primeiros dentes temporários (de leite), é fundamental para uma boa saúde bucal.
Atendimento ao idoso
Com o crescimento do bem estar social, maior se torna a demanda de tratamento odontológico, pois estes ficam mais acessíveis economicamente. sabe-se que o número de pessoas com mais de 60 anos de idade aumentou em milhões, desde o início do século vinte, e aumentará ainda mais, apesar de nesta entrada de novo século, muitos países estarem atentos quanto ao controle da natalidade. No Brasil a estatística aponta para um aumento de quase 10 anos. Para efeito de localização, em função das projeções nacionais, já se afirma que um paciente deve ser considerado idoso quando ultrapassados os 65 anos de idade.
Muitas considerações podem ser feitas com respeito à saúde. Este grupo de pessoas, normalmente faz uso de medicamentos, os quais aumentam em número com o avançar da idade. Saliente-se que, em países do terceiro mundo, é comum a automedicação, o que torna o caso mais complexo.
Os órgãos internos, como fígado, mucosas, pele, esqueleto, articulações, sistema muscular passam por alterações com o envelhecimento, as quais devem ser levadas em conta durante o tratamento odontológico de idade. Diversos fatores condicionam o tipo de envelhecimento do homem, e dentre estes são de fundamental importância a hereditariedade, o “modus vivendi” o ambiente, doenças que sofreu ou que o acometem, como ainda o aspecto psicológico individual.
Para o atendimento do idoso é necessário um bom domínio dos fármacos prescritos. Nem todos os procedimentos podem ser realizados em pessoas que vão ser submetidas a uma radioterapia, por exemplo, assim como em pacientes hipertensos e diabéticos não corretamente compensados. Existe ainda a necessidade de conhecimentos sobre as principais alterações orgânicas dos idosos, como das patologias a estes por vezes associadas. Cerca de 50% dos idosos apresenta hipertensão arterial, geralmente com aumento da pressão máxima (sistólica) isoladamente, o que estatisticamente se relaciona com maior risco para distúrbios da circulação, principalmente cerebral. Grandes estudos estatísticos já demonstraram que o idoso tem aumentado o seu risco de doença cardiovascular quando apresenta colesterol e triglicerídeos aumentados; da mesma forma, a presença de Diabetes, tem importante relação com a mortalidade nesta faixa de idade, em proporções maiores na mulher. Também para este grupo da terceira idade, a obesidade constitui um importante fator de risco. Outro fato importante é a eventual dificuldade na avaliação da doença, que freqüentemente é causada pelo próprio doente. Esta situação, muitas vezes é provocada em conseqüência de alterações orgânicas próprias do envelhecimento, que são responsáveis pela diminuição da capacidade física, mesmo na ausência de doença, ocasionalmente produzindo sintomas atípicos em alguns pacientes, confundindo com manifestações de doenças orgânicas. Pelas condições abordadas, cabe ao cirurgião dentista tomar maiores cuidados no planejamento do atendimento, visto que determinadas drogas, por exemplo, as soluções anestésicas locais, situações ambientais e ou comportamentais e ainda outras, podem interferir sobre o funcionamento orgânico destas pessoas, até colocando-as em risco de óbito.
Não existem evidências científicas de que o envelhecimento implique, de forma inevitável, na perda de dentes naturais dos indivíduos, mas tão apenas um resultado de anos e anos de abandono, desinformação e má-prática de hábitos preventivos e alimentares adequados. Por outro lado, a falta de conhecimentos dos efeitos colaterais na cavidade bucal de determinados medicamentos utilizados ela medicina é um obstáculo real.
Segundo dados de entidades internacionais, em trinta anos dois terços dos atendimentos odontológicos realizados no mundo, estarão direcionados para a população acima de 65 anos. Estas pessoas estarão em busca de uma melhor qualidade de vida em todos os sentidos, e a sua saúde bucal não será uma exceção. Homens e mulheres idosos com uma boa saúde geral estão cada vez mais participantes das mais diversas atividades profissionais e sociais, e por este motivo existe a necessidade de se sentirem seguros com o seu sorriso, com seu hálito, com a sua capacidade de mastigação, de fala, da saúde bucal de uma forma geral.
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